TREINAMENTO DE FORÇA E FIBROMIALGIA

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A fibromialgia é uma síndrome de dor difusa crônica acompanhada de sintomas somáticos, como fadiga, transtornos do humor, do sono e da cognição. A doença afeta principalmente mulheres com idade entre 30 e 50 anos, e seu surgimento está associado a múltiplos fatores, tanto genéticos quanto ambientais. Ainda não há etiologia definitiva ou fisiopatologia para fibromialgia. No entanto, as evidências atuais apoiam o modelo de amplificação central da percepção da dor, que é desenvolvida e mantida por uma variedade de fatores que influenciam a regulação neurotransmissora e neurohormonal.

Os sintomas da doença afetam significativamente a qualidade de vida e resultam em incapacidade física e psicossocial, com impacto negativo na independência principalmente de idosos. Além disso, pessoas com fibromialgia são muitas vezes intolerantes ao exercício físico e tendem a ter um estilo de vida sedentário, o que aumenta o risco de desenvolvimento de outras doenças. Diante do exposto, o tratamento e o manejo da fibromialgia requerem uma abordagem multidisciplinar e integrativa, incluindo terapias farmacológicas e não-farmacológicas (exercícios físicos, terapia cognitiva, nutrição e relaxamento).

A força muscular e a capacidade funcional de mulheres com fibromialgia são menores quando comparadas às mulheres saudáveis. Possíveis explicações fisiológicas para tais achados incluem: mudanças estruturais em fibras musculares, mecanismos de controle neuromuscular alterados, circulação sanguínea prejudicada, e distúrbios na regulação do metabolismo energético. Alguns estudos têm documentado efeitos promissores do treinamento de força no estado de saúde e dor de mulheres com fibromialgia.

Busch e colaboradores (2013) realizaram uma metanálise com o objetivo de avaliar os benefícios e riscos do treinamento de força em adultos com fibromialgia. Os resultados demonstraram diferenças estatisticamente significativas ao comparar intervenções com treinamento de força aos controles, com impacto positivo na função multidimensional avaliada pelo Questionário de Impacto da Fibromialgia (FIQ). Os autores também destacaram evidências de que 16 a 21 semanas de treinamento de força supervisionado, utilizando máquinas ou pesos livres, além do peso corporal promoveu vários efeitos positivos e clinicamente importantes sobre o bem-estar, sintomas da doença e aptidão física de mulheres com fibromialgia. Adicionalmente, há evidência de que o exercício aeróbio, bem como os de flexibilidade de intensidade moderada também sejam incluídos para reduzir a dor e melhorar o sono.

Os autores ressaltam que apesar de grandes tamanhos de efeito para muitos resultados, a evidência foi diminuída para baixa qualidade devido aos pequenos tamanhos amostrais, número de ensaios clínicos randomizados, e os problemas com a descrição dos métodos de alguns estudos incluídos. Tais limitações não invalidam os efeitos positivos e a relevância clínica do treinamento de força para indivíduos com fibromialgia. Entretanto, ainda são necessários mais estudos para identificar os efeitos da manipulação das variáveis metodológicas do treinamento na referida população.

Referências:

 

  • Busch AJ, Webber SC, Richards RS, et al. Resistance exercise training for fibromyalgia. Cochrane Database Syst Rev. 2013;2013(12):CD010884. Published 2013 Dec 20. doi:10.1002/14651858.CD010884. Resistance exercise training for fibromyalgia (nih.gov)

     

  • Larsson A, Palstam A, Löfgren M, et al. Resistance exercise improves muscle strength, health status and pain intensity in fibromyalgia–a randomized controlled trial. Arthritis Res Ther. 2015;17(1):161. Published 2015 Jun 18. doi:10.1186/s13075-015-0679-1. Resistance exercise improves muscle strength, health status and pain intensity in fibromyalgia—a randomized controlled trial (nih.gov)

     

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